quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A odisseia de um caracol

Tudo começou naquela tarde de Verão, enquanto aguardava com os outros caracóis na banca do Virgílio, o cigano que vende caracóis na rotunda. O seu saco foi o escolhido. Chegado a casa foi para dentro de um alguidar com os seus companheiros, salpicados de farinha , para "fazerem cócó" ( segundo indicações do cozinheiro cá de casa). Num acto de coragem encontrou uma brecha por onde fugiu para a liberdade..a passo de caracol..coitado. Honestamente, escolhi ignorar aquela carapaça que se escondia debaixo da janela. Depois pensei que tinha morrido..e tive um pedacinho de preguiça de o tirar de lá ( que vergoooooooooooooooooonha). Depois uma noite apanhei roupa e deixei-a na mesa da cozinha. E nunca mais vi o caracol. E uma tarde precisei de uma toalha lavada e ouvi uma pedrinha a cair na banheira. Era o caracol!! e não o apanhei ( que vergooooooooooooooonha)- pensei que estava morto. De noite já estava por baixo da janela. Na manhã seguinte babou a casa de banho até ao lado oposto. E eu não o apanhei..pensei que acabaria por morrer( que vergooooooooooooooonha). Por dois dias perdi-o ( Oh por favor, é um caracol!!quão rápido poderia movimentar-se????) Voltei a vê-lo num cantinho da parede. Não o tirei...acho que me afeiçoei..que vergoooooooooonha.

My pet is a tuga snail...que vergooooooooooooonha

1 comentário:

Ein Träumer disse...

Eu tenho um afecto especial por caracóis. Nem eu percebo porquê, mas lá que tenho, tenho.